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Caminhão na estrada ruim, no Brasil

O valor do frete no Brasil pode variar drasticamente dependendo da região de origem e destino da carga. Enquanto algumas rotas apresentam preços mais estáveis e competitivos, outras surpreendem com valores que podem ser até três vezes maiores. Mas por que isso acontece? A seguir, mostramos as regiões com maior variação de preço e os fatores que influenciam essas diferenças — e como reduzir a volatilidade na contratação.

Por que o frete varia tanto no Brasil?

  • Distância e tempo de viagem: trajetos longos elevam custo e risco, mas a distância sozinha não explica tudo.
  • Infraestrutura da rota: rodovias ruins aumentam consumo, desgaste e imprevistos.
  • Frete de retorno: baixa oferta no sentido inverso encarece a ida.
  • Pedágios e custos operacionais: impacto direto no valor final.
  • Preço do diesel e logística local: variações regionais pesam no cálculo.
  • Risco e seguro: trechos com maior sinistralidade exigem coberturas mais caras.
  • Sazonalidade: safra, datas comerciais e picos setoriais pressionam a oferta de veículos.

Regiões com maior variação de preço no frete

1) Norte

É a região com maior oscilação e, muitas vezes, os fretes mais altos. Estados como AM, AC, RR, RO e PA tendem a variar mais.

  • Distâncias extremas em relação aos polos do Sudeste/Sul.
  • Infraestrutura limitada e trechos sazonais (chuvas, cheias).
  • Baixa oferta de frete de retorno fora das capitais.
  • Multimodalidade (rodovia + balsa) em várias rotas.

2) Centro-Oeste

Variação média a alta, com picos na safra (soja, milho, algodão).

  • Demanda concentrada por caminhões nos corredores de exportação.
  • Longas distâncias até portos (SP/PR/SC/RS).
  • Rotas congestionadas na safra e pedágios em sequência.

3) Nordeste

Variação de média a alta, com bolsões de preço no interior (MA, PI, oeste da BA).

  • Desigualdade interna: capitais litorâneas mais competitivas que o interior.
  • Menor industrialização e menos frete de retorno do que Sul/Sudeste.
  • Trechos com pavimentação irregular elevam custo e risco.

4) Sul e Sudeste

Em geral, mais estáveis e competitivas (SP, RJ, MG, PR, SC, RS), com variações pontuais.

  • Boa infraestrutura e alternativas de rota.
  • Alta disponibilidade de carga nos dois sentidos.
  • Concorrência entre transportadoras mantém preços em linha.

Resumo por macrorregião

Região Tendência de variação Principais motivos
Norte Alta Distâncias, infraestrutura limitada, multimodalidade, pouco frete de retorno
Centro-Oeste Média a alta Sazonalidade de safra, corredores de exportação, pedágios
Nordeste Média a alta Interior com menos frete de retorno, trechos irregulares, longas distâncias
Sudeste Baixa a média Infraestrutura e concorrência maiores, eixos densos
Sul Baixa a média Densidade industrial, estabilidade de corredores, clima pode afetar

Como economizar independentemente da região

  • Compare por rota: consulte transvias.com.br/rotas para mapear prazos, perfis e disponibilidade.
  • Briefing fechado: origem/destino, janelas, contatos, L×W×H, peso bruto e cubado, acondicionamento e restrições.
  • Planeje frete de retorno: negociar ida/volta ou pools de embarcadores reduz retorno vazio.
  • Flexibilize janelas quando possível: mais alternativas, melhor preço.
  • Escolha o serviço certo: fracionado x lotação; dedicado/hot seat quando o tempo é crítico.
  • Defina KPIs e cláusulas: OTIF, lead time, tempo de espera, gatilhos de variação do diesel.

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Serviços especializados que ajudam a estabilizar o custo

  • Cargas urgentes, dedicadas e hot seat (troca de motoristas): ver opções
  • Carga completa/fechada/lotação (atendimento exclusivo): ver opções

Perguntas frequentes

Fretes para o Norte são sempre mais caros?

Não necessariamente, mas a média tende a ser maior por infraestrutura limitada e pouco frete de retorno. Consultar por rota no Transvias ajuda a encontrar alternativas competitivas.

Na safra do Centro-Oeste os preços sobem quanto?

Varia por corredor e janelas; a pressão de demanda pode elevar a tarifa de forma relevante. Comparação antecipada e flexibilidade de agenda ajudam a conter o aumento.

Lotação (carga completa) sempre sai mais cara que fracionado?

Nem sempre. Em rotas de alto risco ou com janelas rígidas, a lotação pode reduzir lead time e custos indiretos (avarias, estadias), tornando o total mais competitivo.


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Fonte: Transvias.com.br

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