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Ao atualizar os números do Move Brasil, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin afirmou que a perspectiva de uma Selic em torno de 12% já no segundo semestre “traz ânimo ao transportador voltar às compras”. Ou seja, movimento que, segundo ele, pode manter o mercado aquecido mesmo depois do encerramento do programa emergencial de renovação de frota.

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Move Brasil já direciona R$ 4,2 bilhões e ganha força na rede Mercedes-Benz

Durante evento na concessionária De Nigris Mercedes-Benz, em São Paulo, Alckmin diz que o Move Brasil já movimentou R$ 4,2 bilhões em menos de dois meses. Desse total, R$ 115 milhões foram destinados a autônomos. Sendo R$ 48 milhões para compra de seminovos, o que inclui caminhões com tecnologia Euro 5.

Ademais, ele destaca que a demanda supera a expectativas e reforça a urgência por um programa permanente de renovação de frota. Ainda mais se considerar que 300 mil caminhões ainda circulam com mais de 20 anos de uso.

A apresentação contou com a presença do vice-presidente de vendas e marketing da montadora, Jefferson Ferrarez, que confirmou o impacto imediato nas vendas.

Segundo o executivo da marca da estrela, mais de 400 caminhões foram comercializados apenas pelo Banco Mercedes-Benz. Porém, se considerar negócios fechados em bancos comerciais, o número é maior envolvendo caminhões Mercedes-Benz.

Selic a 12% pode animar transportador a voltar às compras, diz Geraldo Alckmin
Durante o evento, as transportadoras TF Transportes e Just Log celebraram a compra de caminhões pelo Move Brasil

Seja como for, José Luis Bertoco, diretor da De Nigris, ressaltou que, com as taxas reduzidas do Move Brasil, o empresário chega a economizar cerca de R$ 140 mil no financiamento de um caminhão com ticket médio de R$ 700 mil.

“É uma diferença muito relevante para o caixa do transportador. E isso explica o aquecimento imediato da demanda”, afirma Ferrarez.

Selic em queda pode manter mercado aquecido após maio

Nesse sentido, Geraldo Alckmin reforça que os economistas projetam uma Selic de 12% no segundo semestre, após a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Nessa condição, ele acredita que o transportador ganha confiança para investir, mesmo com o fim do programa em maio.

“Quanto mais cair a taxa de juros, maior a oferta de crédito. E no caso dos caminhões pesados, o financiamento é decisivo. Com Selic a 12%, já vemos apetite para compra”, diz.

Todavia, o vice-presidente ressalta por que essa queda se tornou viável. “O dólar recuou de R$ 5,30 para R$ 5,13, reduzindo pressão sobre a inflação. Do mesmo modo, a normalização da safra agrícola ajuda a estabilizar preços de alimentos, bem como o comportamento internacional do petróleo deixa de influenciar decisões imediatas de juros”.

Selic a 12% pode animar transportador a voltar às compras, diz Geraldo Alckmin
Geraldo Alckmin afirma que Selic a 12% pode estimular compra de caminhões no segundo semestre

Governo articula programa permanente e fundo para equalização

Segundo Alckmin, o governo trabalha para criar um programa perene de renovação da frota. Porém, apoiado em dois fundos, um do Ministério dos Transportes e outro da Petrobras. O que permitiriam equalizar juros de forma contínua.

Ele reconhece a corrida contra o tempo. Afinal, a medida provisória que instituiu o Move Brasil expira em quatro meses, e o Congresso ainda não instalou a comissão necessária para convertê-la em lei. Mesmo assim, garantiu que o governo não deixará recursos “sobrando” e pretende consumir os R$ 10 bilhões destinados ao programa.

Transporte vive onda de demanda e indústria espera Fenatran aquecida

O vice-presidente aponta ainda que a demanda por transporte cresce de forma consistente. A safra agrícola, que avançou 17%, amplia a necessidade de caminhões em rotas de escoamento para os portos. O comércio exterior também segue em alta, com recorde de US$ 348,7 bilhões exportados no ano passado.

Dessa forma, com esse cenário, Alckmin acredita que o setor chegará fortalecido à Fenatran, maior evento do transporte rodoviário da América Latina, que ocorre em novembro.

Fonte: Portal O Carreteiro

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