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Nos últimos meses aumentou o número de empresas de transporte com dificuldades financeirasque tem recorrido a recursos disponibilizados pela Fretebras. Em menos de um ano, foi disponibilizado pela plataforma online de fretes o total de R$ 140 milhões em financiamentos para transportadoras com problemas de caixa, principalmente por causa dos prazos mais extensos de pagamentos praticados pelas embarcadoras das cargas.

Estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) realizado em 2021, apontou que 43,4% das transportadoras solicitaram créditos no ano passado. Destas, 46,4% tiveram sua solicitação negada. Ainda de acordo com o levantamento, quase 56% das empresas que tiveram respostas negativas usariam os empréstimos como capital de giro, enquanto pouco mais de um terço solicitaram empréstimo em virtude de capacidade comprometida de pagamento, enquanto quase um quinto afirmou possuir restrições de crédito.

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Prazos de pagamento mais extensos por parte das empresas embarcadoras é um dos problemas enfrentados pelas transportadoras

De acordo com Thiago Chueiri, diretor de fintech da Fretebras, o desafio das transportadoras diante dos prazos praticados pelas embarcadoras estão nos custos imediatos da operação logística como diesel, contratação de motoristas autônomos e manutenção da frota.

Falta de motoristas

Ainda segundo Chueiri, esse cenário causou um impacto profundo no caixa das empresas de transporte, as quais deixaram de aceitar novos clientes por não serem capazes de honrar seus compromissos. Outro ponto destacado pelo executivo é o  empenho das transportadoras na busca de motoristas, através de soluções digitais, como uma forma de seguir atendendo clientes em todas as localidades.

Para conseguir um melhor cálculo dos riscos, o crédito é oferecido de acordo com o histórico de transações da transportadora na plataforma Fretebras, vinculado apenas no CTe (Conhecimento de Transporte Eletrônico). “De dezembro para janeiro, o volume de crédito ofertado aumentou em 50%, e de janeiro para fevereiro registramos uma alta de 30%”, disse Chueiri.

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O crédito é oferecido de acordo com o histórico de transações da transportadora na plataforma Fretebras

A Fretebras leva em consideração também fatores como o volume de fretes publicados na sua plataforma, histórico de relacionamento e se existem reclamações contra a transportadora, entre outras questões. Caso a solicitação seja aprovada, a empresa contratante é informada sobre a taxa e o limite de crédito. O valor aprovado é antecipado em até 24 horas na conta digital da Fretebras.

“Apesar do aumento da taxa de juros,  soluções digitais como a da Fretebras permitem às transportadoras  acesso a uma modalidade de crédito que difere das linhas tradicionais. Isso possibilita que as empresas continuem crescendo”, complementou Chueiri.

São Paulo recebeu mais empréstimos

Segundo os números informados pela fintech (empresa que oferece serviços financeiros com uso da internet) da Fretebras, São Paulo se destacou na liderança com 21% dos créditos entre os Estados que mais demandam de capital de giro. O Paraná vem na sequência com 20% do volume; Mato Grosso do Sul, 14%; Mato Grosso, 12% e Goiás 11%. Na região Nordeste, a Bahia representou 3% dos recursos liberados.

Para Thiago Chueiri, o volume de recursos mais elevado para São Paulo é o termômetro do Estado brasileiro com maior ritmo de recuperação após o período mais difícil da pandemia da covid-19. Na visão do executivo, esse movimento reflete na busca das empresas de transporte por soluções financeiras mais acessíveis para continuar se recuperando.

 

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Maior volume de recursos foi destinado na região Sudeste para empresas de São Paulo e Paraná, respectivamente. No Centro Oeste, para Mato Grosso do Sul e Goiás e no Nordeste para o Estado da Bahia

As transportadoras que atendem o ramo de construção foram as que mais buscaram capital de giro no período, com 32% do valor financiado. De acordo com a Fretebras, essas empresas buscaram crédito principalmente por conta do custo de mão de obra e de despesas com equipamentos. Transportadoras ligadas ao agronegócio também recorreram ao crédito disponibilizado pela fintech da Fretebras, as quais representaram 28% dos financiamentos.

Fonte: Portal O Carreteiro

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