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O prejuízo financeiro com o roubo de carga no País cresceu pela primeira vez desde 2017, saltando de R$ 1,25 bilhão registrado em 2020 para R$ 1,27 milhão em 2021. De acordo com o novo Panorama Nacional do Roubo de Cargas, divulgado nesta quinta-feira 16 de junho pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), o crescimento foi de R$ 20 milhões no período.

Segundo o levantamento, houve alta também no número de ocorrência, com registros de 14.150 em 2020 contra 14.400 no ano passado.  Os produtos mais visados pelos assaltantes foram produtos alimentícios combustíveis, produtos farmacêuticos, autopeças, têxteis e confecções, cigarros, eletroeletrônicos, bem como defensivos agrícolas e bebidas.

Considerado uma das principais preocupações no segmento de transporte e logística, o roubo de cargas acarreta prejuízo para transportadores, embarcadores, seguradoras e demais envolvidos no ecossistema de mobilidade de carga.

Região Sudeste tem mais ocorrências

De acordo com o levantamento, o maior número de ocorrências foi registrado na Região Sudeste, onde aconteceram 82,66% dos roubos; seguida pela região Sul, com com 6,82% das ocorrências. A região com menos registros de roubos foi a Norte, com apenas 1,42% dos casos.

Para Sylvio Bispo, especialista com mais de 15 anos de atuação com seguros de transportes, esse jogo seria virado apenas com aplicação de alta tecnologia e o compromisso de todos os principais atores do ecossistema, como transportadores, motoristas, seguradoras, corretores e gerenciadoras de risco, além de maior segurança por parte dos órgãos de segurança e fiscalização.

“Os métodos de análise de perfil não passaram por um processo de inovação e as quadrilhas evoluíram em meios a várias formas de cometer fraudes. Além disso, a facilidade de colocação desses tipos de mercadorias, junto à legislação branda, complementa o trágico cenário nacional”, afirmou Bispo.

Banco de dados

 Não existe atualmente no segmento de transporte de cargas um banco de dados que sinalize se uma mercadoria é adequada para ser transportada por uma região específica. O que se tem é uma análise de dados que aponta se um certo tipo de produto deve passar por uma região em determinado horário.

Se o cruzamento de dados sinaliza que determinada rota não é segura para aquela mercadoria, uma ferramenta de Gestão de Riscos pode indicar a necessidade da escolta policial ou de um ajuste logístico para evitar que o trânsito em determinado horário ou rota aconteça.

Rastreamento
Os rastreadores seguem um padrão básico do mercado, sem atualização, que funcionam como localizadores de cargas móveis ou fixos, com bloqueadores e imobilizadores inteligentes que impedem o caminhão de prosseguir depois de algum tempo após ser abordado.

Para Sylvio Bispo, esse modelo pode ser eficiente até o momento da abordagem, porém insuficientes para prevenir sinistros. De acordo com o especialista, uma alternativa para tornar o rastreio mais eficiente é a utilização de ferramentas ligadas ao transporte, como meios de pagamento eletrônico ou tags de pedágio, integradas com todo o aparato já existente de segurança.

No entanto, ele afirma destaca que por enquanto a infraestrutura das telecomunicações brasileiras ainda não suporta a construção dessas novas formas de rastreamento.

Fonte: Portal O Carreteiro

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