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Pesquisa anual da falta de motoristas de caminhão em todo o mundo, promovida pela Organização Mundial de Transporte rodoviário, (IRU), apontou que as vagas de motoristas comerciais não preenchidas continuam aumentando a taxas preocupantes. 

Mais de 2,6 milhões de empregos de caminhoneiros não foram preenchidos em 2021 e a escassez deve aumentar em 2022 nos países pesquisados:Estados Unidos, México, Argentina, Espanha, Itália, França, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Polônia, Romênia, Bélgica, Holanda, Rússia, Uzbequistão, Ucrânia, Turquia, Irã e China.

De acordo com informações da entidade divulgadas nesta quinta-feira, 16 de junho, a pesquisa envolveu mais de 1.500 operadores de transporte rodoviário comercial de 25 países nas Américas, Ásia e Europa e descobriu que em 2021 a falta de motoristas de caminhão em todas as regiões aumentou, exceto na Eurásia (Armênia, Azerbaijão, Cazaquistão, Chipre, Geórgia, Rússia e Turquia).

A atual crise da falta de motoristas em todas regiões, segundo o relatório da IRU, é causada pela falta de profissionais qualificados, exceto na China e na Turquia. Nesses dois países os transportadores citaram que as principais causas são as condições de trabalho dos condutores e também na imagem da profissão.

Sobram vagas 

Na Europa, as vagas não preenchidas de motoristas de caminhão cresceram 42% em 2021, chegando a 100.000 no Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), 80.000 na Polônia e 71.000 na Romênia. Ainda segundo a pesquisa, no México a falta de profissionais do volante aumentou 30% e atingiu 54.000. Na, China, por sua vez, a falta de motoristas cresceu 140% no ano passado e bateu a marca de 1,8 milhão, mas as empresas de transporte preveem pequenas melhorias, assim como na Argentina.

No entanto, na maioria das regiões os operadores de transporte acreditam que escassez de motoristas vai continuar a crescer, mesmo onde não houve registro de aumento de vagas. A expectativa é uma avançar 15% na Turquia, 32% no México e de 40% na Europa, incluindo a região da Eurásia.

Salário não é a causa

Os salários mais altos dos motoristas em 2021, especialmente na Europa e nos EUA, não reduziram a escassez. De acordo com o Secretário-Geral da IRU, Umberto de Pretto, as operadoras de transporte rodoviário estão fazendo sua parte, mas governos e autoridades precisam manter o foco, principalmente para melhorar a infraestrutura de estacionamento, capacitar o acesso e incentivar mais mulheres e jovens para a profissão.

“A escassez crônica de motoristas comerciais está piorando, com milhões de vagas ainda não preenchidas. Isso está colocando em maior risco de inflação economias e comunidades já estressadas problemas de mobilidade social e colapso da cadeia de suprimentos”, declarou Umberto de Pretto.

O problema se estende também a motoristas de ônibus, pois segundo a pesquisa, 7% das vagas não foram preenchidas em 2021 e há expectativa de chegar a 8% esse ano, nos países da Europa pesquisados.

Na maioria das regiões pesquisadas, os motoristas com menos de 25% representaram uma pequena minoria da população, na casa de 6% ou 7% dos caminhoneiros. Já o número de profissionais com mais de 55 anos de idade chega a ser entre duas e cinco vezes maior em todas as regiões, exceto na China e México. Nos Estados Unidos e na Europa, cerca de um terço dos caminhoneiros tem mais idade.

Fonte: Portal O Carreteiro

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